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domingo, 29 de maio de 2011

Mexa o café

Chega certa idade, em que vamos tendo alguns esquecimentos repentinos, o mais comum no meu caso, é não lembrar se já coloquei açúcar ou não no café, e por causa disto eu costumo tomar café muito doce ou muito amargo.
Um dia desses, eu tomei um café, que tinha quase certeza que havia colocado açúcar, porém ele estava com gosto amargo, decidi tomar o café assim mesmo, e ao tomar o último gole, qual foi minha surpresa ao perceber que o açúcar estava lá todo no fundo da xícara, bastava simplesmente ter mexido o café, e ele estaria doce novamente.
Penso que muitas vezes nossa vida é assim, passamos por momentos amargos, ruins, fazemos careta para passar por eles, mas esquecemos que o açúcar está no fundo da xícara, basta mexer a colher para tornar o momento doce e agradável.
O que normalmente acontece, é que nos momentos de correria que o mundo vive, onde todo mundo tem que ser o primeiro da fila, o primeiro a avançar o sinal, onde a gentileza ficou em algum lugar do passado, e até o convite de almoço do colega do trabalho é feito por e-mail, esquecemos de mexer nossas colheres e melhorar o gosto do café.
Pode também ocorrer o fato de presenciarmos alguém tomando café amargo, e não avisarmos que o açúcar está no fundo, afinal de contas, o que eu tenho haver com o café dos outros? A moda hoje é cuidar do seu próprio café e mexer o seu próprio açúcar, sem se preocupar se para o vizinho a vida está amarga ou doce.
Mesmo no meio da correria em que vivemos, onde tudo acontece mais rápido, mesmo o dia tendo as mesmas vinte e quatro horas desde o principio dos tempos, quando a situação estiver ruim, de uma mexida, e procure bem, pois o açúcar está ali no fundinho da xícara, esperando para adoçar seus momentos.
Lembre-se sempre de dar uma espiadinha no fundo da sua xícara, e encontre o açúcar que você precisa para tornar seu dia melhor.

Desejo que no café e de sua vida, e de seus negócios o açúcar esteja sempre na medida e bem dissolvido.


Por Alex de Miranda
http://www.alexdemiranda.com.br/

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pequenos gestos.

Nas minhas inúmeras visitas de vendas, tenho observado um não pequeno números de profissionais, balconistas, compradores, donos, etc, que, de tão envolvidos na corrida do dia-a-dia, estão se transformando em máquinas.
Máquina não sorri, não possui sensibilidade com a necessidade do outro, só faz o que está programado. Como queremos transformar nossos negócios num sucesso se tratamos as pessoas que entram em nosso estabelecimento, sejam elas quem forem, como se elas também fossem máquinas?
Pequenos gestos podem transformar um "não hoje" em um "sim futuro". Um sorriso sincero, um por favor, por gentilza, muito obrigado, posso ajudar, etc, não custam nada como investimento mas podem trazer muitos dividendos. Mas porque isso é ignorado pela grande maioria?
As respostas e justificativas podem ser muitas e isso pouco importa, mas quando compreendermos que fazemos negócios com pessoas e não com máquinas, nossos negócios e principalmente nossa vida, com certeza, será muito mais completa.
Pense nisso e seja feliz!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O que te prende?

Responda rápido. O que prende você a esta empresa? O que prende você a este funcionário?
Escutamos diversas vezes as reclamações dos dois lados, tanto do lado do empregado, quanto do lado da empresa.
Mas eu volto a perguntar, o que te prende?
Se o teu chefe é um autoritário, acha que ganha as coisas no grito, mesquinho, mal educado, etc, etc, etc, por que você ainda insiste em trabalhar com ele? Então, o problema não é ele, é você. Talvez você seja masoquista, eu entendo.

Por outro lado, você que é dono, chefe, gerente, etc, por que insiste em manter empregados incompetentes? Pessoas sem responsabilidade, que não assumem compromissos, não respeitam horários, fazem "corpo mole", etc, etc, etc. Talvez o "problema" não seja ele, mas você.

Para você que sabe onde quer chegar, tem paixão pelo que faz, é responsável, possui muito bem definido os seus valores e tem prazer em servir, NÃO aceite se submeter a pessoas que ainda vivem no período da pedra lascada.

Lembre-se, para ter bons resultados, você precisa de boas ações. Para executar boas ações, você precisa ter boas expectativas e para tanto você precisa acreditar que você pode sempre fazer o melhor.
"Andas com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido." Provérbios 13:20

Pense nisso e decida com quem você quer andar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mostre as vacas primeiro

Por Alex De Miranda


Uma coisa posso afirmar nos meus quase vinte anos de experiência na área comercial, atendendo clientes, observando atendimentos, ministrando ou assistindo cursos e palestras; você pode ter toda a ciência e conhecimento adquiridos, mas tem certos fatos, que só a vida vai lhe ensinar, e as melhores respostas e soluções, podem sair de onde menos esperamos.
Certa ocasião estava sentado à sombra de uma árvore tomando um chimarrão visitando um primo do interior, o João Carlos. Estávamos ali proseando e contado causos, alguns reais, outros nem tanto, quando surgiu um vizinho querendo conversar com o João Carlos, pois soube que ele tinha umas vacas pra vender, e como ele havia recebido um financiamento do banco gostaria de adquirir algumas.
Parei tudo que estava fazendo naquele momento e voltei todas as atenções para a negociação, pois me interessava muito saber onde ia chegar aquela negociação entre o João Carlos e o vizinho.
            O que me chamou a atenção logo no começo, foi a pergunta que João Carlos fez para o interessado: _Mas você se interessa mais pelas Jersey, ou pelas Holandesas, por que eu tenho dos dois tipos mas estão em campos separados.
            Olha que interessante, eu sempre costumo dizer que não devemos sair oferecendo tudo sem antes saber o que realmente o cliente está interessado, é importante ter foco e cortar atalhos na hora de demonstrar e oferecer o produto, assim todos ganham tempo. Bem o vizinho disse que estava interessado nas Holandesas mas queria saber quanto ele estava pedindo em cada vaca.

Agora vem a melhor parte da história. João Carlos bateu as mãos nas pernas, levantou do banco e disse ao vizinho: _ “Mas vamo vê as vaca primeiro”.

Por mais que eu tenha aprendido e ensinado que não se deve sair dando preço sem antes mostrar ao máximo o produto, aquela lição tocou fundo. A vida imitando a arte, a simplicidade ensinando conhecimento.
            Investigue a necessidade de seu cliente, mostre todos os benefícios que o seu produto ou serviço podem oferecer, leve sempre que possível seu cliente a experimentar aquilo que está adquirindo, e o preço vai ser um pequeno detalhe.
            E para finalizar, até mesmo por que eu não iria perder esta experiência maravilhosa por nada neste mundo, acompanhei a negociação até o fim, e depois de mostrar todas as vacas e falar sobre elas, obviamente o João Carlos vendeu suas vacas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sacrifício sem valor?

O tempo em que vivemos definitivamente é um tempo em que as pessoas estão crendo que podem conquistar "coisas" sem sacrifício ou, simplesmente, querem oferecer um sacrifício sem valor.
Querem ser respeitadas, mas não respeitam uma simples lei de trânsito, buscam a felicidade, mas são egoístas e esquecem que para ser feliz é só fazer os outros felizes,querem ganhar bastante dinheiro no trabalho, mas não trabalham 1 minuto após o término do horário.

Saimos da idade das "trevas" e adentramos na idade das "luzes", construimos grandes empresas, inventamos diversas ferramentas que nos facilitaram a vida, mas e nós, seres humanos, melhoramos?
O rei Davi (2 Sm 24:24) sabia muito bem que o seu sacrifício teria que ter valor, pois caso não tivesse, o mesmo seria recusado por Deus.
O povo de Israel conhecia com profundidade os diversos tipos de sacrifícios, Qorban, Zebah, Asham entre outros, mas com o tempo acabaram se esquecendo do VALOR que deveria acompanhar o mesmo, misericórdia, conhecimento de Deus (Os 6:6), coração quebrantado e contrito (Sl 51:17), praticar a justiça, amar a beneficiência e andar humildemente com Deus (Mq 6:8).



Precisamos entender que nossas ações falam mais alto que nossas palavras e nossas atitudes e nosso comportamento refletirão no que verdadeiramente acreditamos e as pessoas a nossa volta verão se nosso sacrifício (na família, no trabalho, na comunidade, etc) possui valor ou não nos custa nada.


"O que nada custa, nada vale".

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Negociação baseada em princípios

Quando se trata de negociação, logo pensamos em uma situação de compra e venda. No entanto, a negociação faz parte do nosso cotidiano, seja ele no trabalho, em casa ou na escola.
Negociamos no trabalho com algum colega para que ele no substitua em alguma atividade, na escola às vezes precisamos de um prazo maior e, então, negociamos. Em casa, com os filhos, também não é diferente.
No entanto, a negociação entre comprador e vendedor está entre as que mais podem causar embates. Dependendo do que é o objeto do negócio, ela pode durar bastante tempo e exigir das partes um conhecimento superior em termos de negociação.
A negociação baseada em princípios do Método Harvard de negociação pode ajudar àqueles que desejam este conhecimento. Esta metodologia trata de cinco pontos:
§  Separe as pessoas dos problemas – neste ponto o foco deve ser a pessoa. Entender qual a percepção em relação ao problema, saber lidar com as emoções, nossas e do outro, e exercitar uma boa comunicação são fundamentais. 
§  Concentre-se nos interesses – este é um dos principais pontos. Já sabemos o que nos interessa e precisamos descobrir o que realmente interessa a outra parte. Não podemos perder tempo sobre pontos sem relevância. Identificado os interesses, vamos com mais assertividade para a próxima etapa.
§  Crie opções de ganhos mútuos – acreditar que para um ganhar o outro precisa perder pode ser um erro. Neste ponto a criatividade é importante para a apresentação de propostas que estejam no centro do interesse de cada um.
§  Insista em critérios objetivos – a utilização de fatos e dados é primordial. A argumentação contra um fato ou um dado é muito difícil. Quanto mais informação nós obtivermos, melhor.
§  Desenvolva o BATNA/MAANA (BEST ALTERNATIVE TO A NEGOTIATED AGREEMENT/ MELHOR ALTERNATIVA A UM ACORDO NEGOCIADO) – saber até onde eu posso chegar é importante. Devo relacionar tudo o que eu poderia fazer, caso o acordo não seja realizado, explorar as melhores opções tentando melhorá-las e finalmente escolher uma. Sempre preciso considerar o BATNA da outra parte.   
Nem sempre os resultados serão positivos, mas a consciência de que podemos melhorar a cada negociação deve permear o nosso dia-a-dia, tendo todo negociador a atitude de aprender sempre.

sábado, 9 de outubro de 2010

Básico.

A última década foi marcada por um enorme crescimento nas comunicações, principalmente através dos celulares e da internet.
A forma de como as empresas fazem negócio e se comunicam com seu público precisaram ser repensadas, pois a força da informação e a facilidade da disseminação da mesma através das redes sociais, blogs, etc, trouxeram um poder extraordinário para o consumidor.
O professor e cientista Silvio Meira fala, ver no vídeo abaixo, sobre estas mudanças e como o conhecimento será difundido e construido, numa espécie de informaticidade e num ambiente de coopetição.


TEDxSP 2009 - Silvio Meira from TEDxSP on Vimeo.


Ao mesmo tempo que vemos todo este avanço, eu percebo que algumas coisas básicas ainda são muito difíceis, como por exemplo, um simples retorno à uma solicitação. Por que é tão difícil dar um retorno?
Recentemente mandei três e-mails, via site das empresas, fazendo uma solicitação e até hoje nada. Lá se vão mais de 10 dias. Envio de currículos e entrevistas, então, é outro ponto complicado.
Será que os profissionais responsáveis por este retorno são negligentes, incompetentes, estão sem "tempo" ou fazem um pré julgamento do que "acham" que é importante ou não?

Mas se ficássemos simplesmente em retornos para o que julgamos ser sem importância por não se relacionar diretamente com o nosso negócio, até seria "tolerável". Infelizmente o que presenciamos é uma completa falta de interesse por parte de alguns vendedores com seus clientes.
Retorno para um cliente é básico para o profissional de vendas. Que mensagem estou passando quando fico de resolver algo ou responder a uma solicitação e não o faço?

Se no futuro o ambiente será de coopetição, como diz Silvio Meira, a interação com todos os públicos que estão à minha volta será fundamental e quem não se adaptar corre o risco de ser extinto.